Workshop discute parcerias internacionais equitativas no 68º Fórum Confap
Evento contou com financiamento da British Academy e apoio do Confap

Como ampliar a participação brasileira na ciência global? Essa foi a pergunta central do workshop “Fortalecendo Parcerias Equitativas de Longo Prazo para Ampliar Cooperações Internacionais”, realizado no dia 1º de julho, no auditório da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Organizado pela Fundação Getulio Vargas, com financiamento da British Academy e apoio do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), o evento reuniu pesquisadores, representantes de agências de fomento nacionais e internacionais e integrantes de Escritórios de Desenvolvimento de Pesquisa e Inovação (RDOs). O objetivo foi discutir estratégias para fortalecer a presença brasileira em colaborações científicas globais e promover parcerias mais justas, duradouras e sustentáveis.
O workshop é resultado da aprovação de um edital da British Academy, conquistado pela diretora de Pesquisa e Inovação da FGV, Goret Paulo, em parceria com a diretora de Cooperação Internacional do Confap e coordenadora do Projeto Internacional de CT&I na Fundação Araucária, Maria Zaira Turchi.
Durante a abertura, Maria Zaira Turchi explicou o conceito de parcerias equitativas: “Esse conceito refere-se à ênfase no benefício mútuo, na governança compartilhada, no respeito às diferenças locais de cada parceiro e na construção de relações baseadas na confiança. Ou seja, uma parceria equitativa ocorre quando há participação e valorização mútua em todas as etapas do processo.”
Ela destacou ainda que o tema será tratado de forma transversal ao longo de todo o 68º Fórum Confap:
“Como promover colaborações mais justas? Como garantir inclusão em diferentes regiões do Brasil? Acreditamos que, com a força das FAPs, das agências federais e de instituições como a FGV, podemos tornar o Brasil mais competitivo em chamadas internacionais.”
Para Goret Paulo, o fortalecimento dessas parcerias é essencial para o avanço da ciência brasileira:
“A ciência hoje se desenvolve em rede, de forma global, e por meio de parcerias equitativas.”
O presidente do Confap, Márcio Araújo Pereira, também reforçou a importância da internacionalização:
“A participação do Brasil em redes colaborativas ainda é limitada. Podemos avançar muito mais com base na competência dos nossos pesquisadores e na nossa capacidade técnica.”
Ele anunciou ainda uma nova parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que será formalizada durante o Fórum, com foco na ampliação da cooperação internacional.
O Workshop contou com os painéis: O que financiadores e parceiros internacionais buscam? Oportunidades, Forças e Desafios para Instituições Brasileiras na Colaboração Global; e Mitigando Desafios e Potencializando Forças: O Papel dos Escritórios de Apoio à Pesquisa (RDOs) nas Parcerias Equitativas.
A gravação completa do evento está disponível online nos links: Parte 1 e Parte 2.
As próximas edições da série de workshops FGV–British Academy acontecerão em Curitiba (PR) e Salvador (BA). Embora os eventos sejam restritos a convidados, os principais resultados dos debates serão divulgados posteriormente nos canais oficiais da FGV.
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