Aliança entre civis e militares para a condução da política de defesa

  • Aliança entre civis e militares para a condução da política de defesa
    Resumo

    Com os resultados, foi possível encontrar evidências de que o padrão integrado de relações civis-militares, ao propiciar uma cadeia de comando mais inclusiva, é mais eficaz no plano estratégico. Com isso, o projeto apontou os desafios geopolíticos de cada nação, suas especificidades institucionais – tais como o sistema de governo e o padrão de relações civis-militares –, a organização da indústria de defesa – suas vantagens competitivas, escala, concentração geográfica e influência política – e contextos de crise econômica e retração fiscal, os quais têm sido recorrentes desde os primórdios da crise global de 2008. O projeto permitiu ainda o fortalecimento dos estudos sobre relações civis-militares e política de defesa, mostrando os benefícios do maior envolvimento dos civis na elaboração da política de defesa. Através das transformações pelas quais passa o mundo na área da defesa, durante os quatro anos, o programa produziu estudos e massa crítica a fim de promover a discussão de temas de defesa de uma perspectiva comparada. O estudo mostra que a política de defesa do Brasil tende a se fortalecer com o maior envolvimento dos civis e a parceria com a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército permitiu o intercâmbio entre instituições de ensino e centros de pesquisa nacionais e internacionais de forma a dar continuidade à pesquisa em assuntos estratégicos de interesse nacional.

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Autor

  • Karina Furtado

    Professora do Programa de Pós-Graduação da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, via convênio com a FGV. Doutora e Mestre pela Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (FGV EBAPE), também é pesquisadora do Programa de Transparêcia Pública da FGV e no grupo SOCIUS da FACC/UFJF. Em 2016 foi Pesquisadora Colaboradora no Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da Escola de Direito do Rio de Janeiro (FGV Direito Rio) em projeto sobre corrupção e transparência. Entre agosto de 2015 e agosto de 2016 foi pesquisadora visitante na Universidade da Califórnia - San Diego pelo Programa Sanduíche no Exterior (PDSE/CAPES). Em abril de 2016 foi pesquisadora visitante no Centro de Investigación y Docencia Económicas, na Cidade do México. Anteriormente foi pesquisadora no Programa de Transparência Pública da FGV e consultora para a National Security Archive da George Washington University. Áreas de interesse: transparência, accountability, relações civis-militares, consolidação democrática, políticas públicas e desenvolvimento.

  • Octavio Amorim Neto

    Graduação em Ciências Sociais pela UFRJ, mestrado em Ciência Política pelo IUPERJ e doutorado em Ciência Política pela Universidade da Califórnia, campus de San Diego. Atualmente, é professor em tempo integral da Escola de Administração Pública e de Empresas (FGV EBAPE). Tem experiência na área de ciência política, com ênfase em instituições políticas comparadas, América Latina, política brasileira, política externa brasileira e relações civis-militares. 

  • Alvaro Cyrino

    Doutor em Estratégia e Política de Empresas pela Ecole de Hautes Etudes Commerciales. DEA em Economia e Gestão da Inovação - Université de Technologie de Compiègne. Graduado em Administração pela UFPR. Atualmente é professor adjunto e vice-diretor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (FGV EBAPE). Foi professor da Fundação Dom Cabral. Pesquisador do Institute for Strategy and Competitiveness da Harvard Business School. Coordenador do projeto Observatório da Competitividade na FGV EBAPE. Coordenador do programa Pro-Estratégia/Capes na FGV EBAPE. Co-Chair do XLVIII Assembleia Anual CLADEA em 2013. Ensino, pesquisas e consultorias nas seguintes áreas: Estratégia Empresarial, Gestão Internacional, Implementação de Estratégia e Negócios Internacionais.