A baixa produtividade nacional é sistêmica

  • A baixa produtividade nacional é sistêmica
    Autor
    • Fernando Veloso

      Possui graduação em Economia pela Universidade de Brasília(1989), mestrado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro(1993) e doutorado em Economia pela University of Chicago (1999). Atualmente é Membro de corpo editorial da Pesquisa e Planejamento Econômico (Rio de Janeiro), Revisor de periódico da Pesquisa e Planejamento Econômico (Rio de Janeiro), Revisor de periódico da Brazilian review of econometrics, Revisor de periódico da Revista Brasileira de Economia (Impresso), Revisor de periódico da Revista de Economia Aplicada, Revisor de periódico da Estudos Econômicos (USP. Impresso) e Pesquisador do Fundação Getulio Vargas. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Crescimento, Flutuações e Planejamento Econômico. Atuando principalmente nos seguintes temas:fecundidade, distribuição de riqueza, modelo de crescimento, capital humano, mobilidade intergeracional.

    • Pedro Cavalcanti Ferreira

      Possui graduação e mestrado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e PhD. pela University of Pennsylvania (1993). Desde 1993 é professor da EPGE Escola Braisileira de Economia e Finanças (FGV EPGE). Sua principal área de pesquisa é Crescimento e Desenvolvimento Econômico, atuando principalmente nos seguintes temas: diferenças de crescimento e renda entre países; efeitos de política públicas - barreiras comerciais, infra-estrutura, taxação, etc. - sobre crescimento, produtividade total dos fatores e produto per capita; e longevidade e educação. Recentemente tem trabalhado com modelos dinâmicos macroeconômicos com heterogeneidade entre agentes para estudar aposentadoria, questões de saúde e desigualdade de renda e riqueza. Também possui pesquisas em economia regional (migração e dispersão de renda entre estados e regiões brasileiras) e política industrial. 

    • Silvia Matos

      Mestre e doutora em Economia pela EPGE Escola Brasileira de Economia e Finanças (FGV EPGE). Possui graduação em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (1995). Ex-economista do Departamento de Pesquisa do Banco BBM. Professora do Mestrado Profissional em Economia da FGV EPGE e coordenadora técnica do Boletim Macro IBRE. 

    • Bernardo Coelho

      Pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE),  doutorando e bacharel em Economia (FGV EPGE). Interesse em temas relacionados à produtividade setorial.

Resumo

O Brasil é menos produtivo mesmo em relação à média de países com mesma renda per capita e esse resultado está associado a diversos setores econômicos. Essa é a conclusão do estudo que fez um levantamento de 35 atividades econômicas de 39 países entre 1995 e 2009, a partir do banco de dados da Socio Economic Accounts (SEA) sobre produtividade e emprego.

O estudo conclui que a renda per capita tem forte correlação com a produtividade total e com as produtividades setoriais e constata que entre os países de maior produtividade estão os EUA (com produtividade seis vezes maior que a brasileira), seguidos por Irlanda, França, Canadá e Austrália. Já o Brasil apresenta produtividade inferior aos países desenvolvidos e também em relação à média dos países de renda per capita semelhante. A pesquisa contribui para explicar a baixa produtividade brasileira, mostrando que a alocação do emprego em setores pouco produtivos é importante, mas não tanto quanto as baixas produtividades setoriais. Embora existam ganhos potenciais de uma realocação da população ocupada para setores produtivos, a baixa produtividade agregada brasileira resulta principalmente da baixa produtividade em cada um dos setores. Ou seja, trata-se de um problema sistêmico, não associado a setores específicos.