Casamento Seletivo e a desigualdade de Rendas

  • Casamento Seletivo e a desigualdade de Rendas
    Autor
    • Cézar Santos

      Professor Associado na Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV EPGE). Doutor e Mestre em Economia pela University of Pennsylvania. Mestre em Economia pela FGV. Graduação em Ciências Econômicas pela UFPE. Foi professor na University of Mannheim (Alemanha) entre 2012 e 2014. Sua pesquisa concentra-se principalmente nas interseções de Macroeconomia, Economia do Trabalho e Economia da Família.

    • Luciene Pereira

      Doutorado, Mestrado e Graduação em Economia pela Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV EPGE). Tem interesse nas áreas de Macroeconomia e Desenvolvimento Econômico. Sua agenda de pesquisa consiste na aplicação de modelos de equilíbrio geral e family economics a problemas macroeconômicos.

Resumo

Decisões individuais (tais como casamento, divórcio, fecundidade e educação) afetam diretamente a dinâmica demográfica de um país e estão relacionadas a variáveis macroeconômicas (como renda per capita e desigualdade social). O interesse em entender como mudanças demográficas e desigualdade de renda se relacionam tem sido crescente na literatura. Em especial para o Brasil, Barros et alii (2000) apresenta evidências do impacto de fatores demográficos (o tamanho e a composição etária da população) sobre a distribuição de renda entre os anos de 1976 e 1996.

Ele chega à conclusão, a partir de microssimulações com dados da PNAD, que o efeito da mudança demográfica nesse período sobre a redução da pobreza corresponde a aproximadamente 15% do efeito que o crescimento da renda teve sobre tal redução.

Estudar a relação entre mudanças demográficas e distribuição de renda se mostra particularmente interessante para o Brasil, pois o país possui elevados índices de desigualdade. Segundo dados do Banco Mundial, cerca de 90% das economias apresentam um grau de desigualdade de renda inferior à brasileira.