Corrupção e Ineficiência

  • Corrupção e Ineficiência
    Autor
    • Paulo Roberto Arvate

      Possui mestrado e doutorado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP). Desenvolveu parte de seu doutorado na Universidade da California, Los Angeles (UCLA) e foi professor visitante da Michigan State University (MSU). Atualmente, é pesquisador do C-Micro (FGV) e professor da Escola de Administração da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (EAESP). Sua área de trabalho é finanças públicas, economia política e escolha pública.

Resumo

Este artigo relata resultados de um experimento econômico que investiga até que ponto os eleitores punem a corrupção e o desperdício nas eleições. Embora ambos sejam responsáveis por uma perda de bem-estar para os eleitores, eles não são necessariamente percebidos como igualmente imorais. A literatura empírica na agência política ainda não lidou com essas duas dimensões que determinam as escolhas dos eleitores. 

Os resultados da pesquisa sugerem que moralidade e normas são de fato cruciais para um equilíbrio de voto superior em sistemas com políticos heterogêneos: enquanto a corrupção é sempre punida, o interesse próprio - na ausência de normas - leva à aceitação e perpetuação de desperdícios e perdas sociais.