Monitoramento de padrões de mobilidade urbana em regiões metropolitanas

  • Monitoramento de padrões de mobilidade urbana em regiões metropolitanas
    Autor
    • Moacyr Alvim Silva

      Mestre em Matemática pela Associação Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Inpa) e Doutor em Matemática pela Associação Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada. Atualmente é professor da Fundação Getulio Vargas, atuando principalmente nos seguintes temas: geometria diferencial discreta, eixos de simetria de figuras, redes complexas, teoria dos jogos e modelos baseados em agentes.

    • Alexandre Evsukof

      Graduação em Engenharia Mecânica pela UFRJ, mestrado em Engenharia Mecânica na Coppe/UFRJ e doutorado em Automação e Controle no Institut National Polytechnique de Grenoble, França. Professor do Programa de Engenharia Civil da Coppe/UFRJ, tendo como foco de pesquisa o desenvolvimento de técnicas de inteligência computacional para modelagem de sistemas complexos em aplicações de mineração de dados, de texto e da web. Nos últimos anos, tem trabalhado ativamente em projetos de P&D em colaboração com a indústria, nas áreas de petróleo, energia, meio ambiente e mobilidade urbana. 

    • Júlio César Chaves

      Doutor e Mestre pela Coppe/UFRJ sob o programa de engenharia civil, tendo como foco de pesquisa a mobilidade urbana a partir de dados georreferenciados, tais como dados providos por operadoras de telefonia móvel, do IBGE e do setor de transportes. Graduação em Informática pela Universidade da Cidade. Suas pesquisas buscam enriquecer, a partir da análise abrangente dos dados, as metodologias tradicionais de inferência de mobilidade.

    • Pedro Schneider

      Formado em Engenharia Elétrica pela PUC-RJ. Mestre em Modelagem Matemática da Informação pela Escola de Matemática Aplicada (FGV EMAp). Ocupou o cargo de Assistente de Pesquisa da FGV EMAp no período de 2016 a 2017.

Resumo

Com a finalidade de estimar padrões de mobilidade humana em cidades e regiões metropolitanas, a pesquisa usou como metodologia a montagem de matriz para estimar a locomoção dos usuários com base em origem residencial e destino, utilizando números de telefone e antenas de telefonia celular.

O modelo foi testado no Rio de Janeiro no período da criação da via expressa Transoeste. Os dados mostraram uma mudança de padrão no deslocamento dos moradores, que passaram a utilizar a nova rota, saindo da Barra para Madureira (provavelmente antes da obra usavam outros caminhos, como a Zona Sul da cidade). Com isso, foi desenvolvida uma forma de acompanhamento de deslocamentos pelas cidades a partir de dados de celular. Esse tipo de monitoramento mostrou seu potencial para melhorar as análises de mobilidade no Brasil. A matriz com uso de dados de celular permite dois tipos de análise: de eventos e mobilidade. No primeiro caso, é possível estimar o número de pessoas concentradas num local (evento) e a procedência dessas pessoas. O segundo tipo de análise é orientado diretamente para decisões de engenharia de transportes. Os dados de celular permitem análises mais rápidas e precisas de mobilidade urbana, em comparação a métodos tradicionais, como realização de entrevistas com a população, que são caros, trabalhosos, morosos e de difícil previsibilidade. Com o estudo, podemos concluir que as metodologias desenvolvidas são inovadoras e têm o mérito de serem facilmente replicáveis em várias cidades, com potencial de se transformarem em um insumo importante para o planejamento de eventos e decisões relacionadas e para a engenharia de tráfego.