A transição para uma agropecuária sustentável

  • A transição para uma agropecuária sustentável
    Autor
    • Roberto Rodrigues

      Engenheiro Agrônomo pela ESALQ/USP, Doutor Honoris Causa pela UNESP/Jaboticabal, Coordenador do Centro de Agronegócio da Escola de Economia de São Paulo (FGV EESP) e Embaixador Especial da FAO para as Cooperativas. Foi presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da Organização Mundial de Cooperativas Agrícolas e da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), período em que conheceu 79 países em todos os continentes. Presidiu a Sociedade Rural Brasileira (SRB) e a Associação Brasileira de Agronegócios (ABAG). Foi Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo e Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de 2003 a 2006.

    • Angelo Costa Gurgel

      Graduado em Agronomia pela e doutorado em Economia Aplicada pela UFV e pós-doutorado no MIT Joint Program on the Science and Policy of Global Change. Professor Adjunto da Escola de Economia de São Paulo ( FGV EESP) e coordenador do Mestrado Profissional em Agronegócio da escola. Livre Docente pela USP, foi professor do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP/USP). Tem experiência na área de Economia, com ênfase em economia do agronegócio, política comercial e mudança climática, atuando principalmente nos seguintes temas: modelagem de equilíbrio geral, política comercial, política climática, biocombustíveis e mudanças no uso da terra.

    • Eduardo Delgado Assad

      Formado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Viçosa. Fez Mestrado e Doutorado em Montpellier, França. Trabalhou nos laboratórios do INRA de Avignon e do CIRAD em Montpellier. Especializou-se em sensoriamento remoto no Centre National d´Études Spatiales (CNES) em Toulouse. É pesquisador da Embrapa desde 1987 atuando inicialmente no Centro de Pesquisa Agropecuária dos Cerrados (CPAC). Foi coordenador da Área de Recursos Naturais da Embrapa Cerrados, Secretário Executivo do Programa de Recursos Naturais da Embrapa e chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Cerrados. Durante o período de 1993 à 2006 foi o coordenador técnico nacional do Zoneamento Agrícola de Riscos Climáticos do Ministério da Agricultura, e nesse período criou e coordenou a rede nacional de agrometeorologia. Coordenou vários projetos em rede nacional e foi Chefe da Embrapa Informática Agropecuária no período 2005 a 2009. Coordena projetos na área de mudanças climáticas e seus impactos na agricultura. Criou e coordenou a sub rede clima e agricultura da rede clima do MCT&I até 2013. É membro do comitê científico do Painel Brasileiro de Mudanças climáticas.Em 2011 foi Secretario de Mudanças climáticas e qualidade ambiental do Ministério do Meio Ambiente. Professor do curso de Mestrado em Agronegócio da FGV EESP. Atualmente é bolsista 1D do CNPq.

    • Sérvio Túlio Prado Júnior

      Possui doutorado em Administração de Empresas pela FGV EAESP. Atualmente é professor da Fundação Getulio Vargas. Realizou pesquisas em temas como os das estratégias emergentes e da estratégia como prática ("strategy as practice") . Atua profissionalmente como gestor e consultor em estratégia de negócios. Desde de 2014 gerencia empreendimento de capital de risco no segmento de agricultura de precisão (Elio Tecnologia). Em 2016 tornou-se o representante para a América do Sul do Leadership Pipeline Institute (LPI), consultoria global de desenvolvimento empresarial.

    • Cecília Fagan Costa

      Graduada em Engenharia Agronômica pela Unesp e pós-graduada pela Esalq - USP. Atualmente é gerente do Centro de Agronegócio da Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV EESP). Anteriormente atuou como chefe da Assessoria Técnica e Assessora Especial do Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, assessora Executiva da Presidência da Associação Brasileira de Agribusiness (ABAG) e produtora do Programa "Painel Rural", talk-show semanal veiculado pelo Canal Rural.

    • Felippe Serigati

      Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Campinas, mestrado e doutorado em Economia de Empresas pela FGV EAESP. Atualmente é professor e pesquisador da FGV. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Economia Agrária.

    • Annelise Vendramini

      Coordenadora do Programa de Pesquisa Finanças Sustentáveis no Centro de Estudos em Sustentabilidade associado à FGV EAESP. Possui graduação em Administração de Empresas pela PUC-SP, MBA em Finanças pelo IBMEC, mestrado e doutorado em Administração de Empresas pelo PPGA da FEA/USP.

    • Aron Belinky

      Graduado em Administração Pública pela FGV EAESP, possui também o título de Mestre em Administração Pública e Governo pela FGV EAESP e formação em Geografia pela FFLCH/USP. Especialista em sustentabilidade, responsabilidade social e consumo consciente, desde 2013 é Coordenador do Programa de Desempenho e Transparência do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV EAESP, sendo também professor convidado da mesma instituição. Anteriormente, atuando no âmbito da sociedade civil, foi responsável pela seção brasileira dos Diálogos Nacionais sobre Economia Verde e por outros processos nacionais e internacionais voltados à Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável de 2012, a Rio+20. Autou também na criação da norma internacional de Responsabilidade Social, ISO 26000 e dirigiu as pesquisas sobre consumo consciente e responsabilidade social do Instituto Akau, de 2003 a 2012. Como consultor empresarial, atendeu empresas de grande porte e atuou como palestrante no Brasil e no exterior.

    • Guarany Ipê do Sol Osório

      Doutorando em Administração Pública e Governo pela FGV EAESP. Possui Mestrado em Direito, na área de Ciências Jurídico-Ambientais, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Atualmente é pesquisador da FGV. Coordena o Programa Política e Economia Ambiental do Centro de Estudos em Sustentabilidade (FGVces) da FGV EAESP. Advogado desde 1999 com experiência nas áreas Ambiental, Empresarial e Saúde. Participou do processo de elaboração de políticas públicas subnacionais sobre mudança do clima e da elaboração de propostas empresariais de políticas públicas para uma economia de baixo carbono. Coordenou e atuou em diversos projetos, dentre eles, destacam-se os estudos encomendados pelo Ministério da Fazenda, Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Agência Nacional de Águas para apoiar o processo de desenvolvimento de políticas de mitigação e de adaptação às mudanças climáticas. O foco de atuação está em políticas públicas, estratégias de mitigação e de adaptação às mudanças climáticas, regulamentações sobre mudanças climáticas nos níveis internacional, nacional e subnacional.

    • Roberto Domenico Laurenzana

      Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie(1998). Tem experiência na área de Economia

    • David Roquetti Filho

      Possui graduação em Engenharia Metalurgica pelo Centro Universitário da FEI. Mestre em Agronegócios pela Escola de Economia de São Paulo (FGV EESP). 

    • Susian Martins

      Formada em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de São Carlos. Mestrado e Doutorado pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo. Trabalhou em instituições como Embrapa, Cepagri/Unicamp, FGV, Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas. Membro e pesquisadora do Observatório ABC, uma iniciativa da FGVAgro com o objetivo de envolver a sociedade no debate sobre economia de baixo carbono. Atualmente também atua como consultora agroambiental nos seguintes temas: mudança no uso do solo e gestão de uso da terra; classificação de uso do solo e fitofisionomias florestais; adaptação e mitigação às mudanças climáticas; agropecuária de baixa emissão de carbono; paisagens agrícolas sustentáveis; mecanismos financeiros para os setores agropecuário e florestal; recomposição florestal; valoração do capital natural.

Resumo

A pesquisa “A transição para uma agropecuária sustentável” tem como objetivo investigar os benefícios e custos da política brasileira de redução de emissões de gases de efeito estufa na agropecuária (Plano e Programa ABC); identificar os principais entraves e obstáculos para a adoção e expansão dessas práticas pelos agropecuaristas; monitorar as ações, os desembolsos e a adoção do crédito agrícola do Programa ABC a nível nacional e estadual; e disseminar e debater os resultados encontrados com os diferentes stakeholders e setores da sociedade brasileira de forma a engajá-los na transição para uma agricultura de baixa emissão de carbono.

 

Como metodologia, foram utilizadas a modelagem quantitativa de estimativas de emissões de gases de efeito estufa da agropecuária, a coleta e análise dos dados de desembolsos do Programa ABC, além de estudo de caso com produtores rurais de Paragominas, no Pará. Também foram realizadas entrevistas com representantes de instituições financeiras, produtores rurais e representantes do terceiro setor, atores-chave envolvidos com o Plano ABC. Após quatro anos e oito meses de estudo, constatou-se que o volume de recursos tomados pelos agricultores no Plano ABC equivaleu a 61% do total disponibilizado pelo plano. Aspectos como regularização fundiária e ambiental, baixo nível de disseminação e governança precária limitam o alcance das metas de redução de emissões.