Institucional

Boletim de Conjuntura Energética traz discussão sobre geração de energia limpa

Em uma das colunas de opinião, escrita por Claudia Rabello, CEO da OGE Óleo, Gás, Energia, são discutidas quais medidas devem ser tomadas para que a indústria petrolífera no Brasil retorne a um ciclo virtuoso de crescimento.

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A edição de outubro do Boletim de Conjuntura Energética da FGV Energia discute, em suas colunas de opinião, temas de grande relevância para o cenário energético atual brasileiro. Na primeira coluna, escrita por Claudia Rabello, CEO da OGE Óleo, Gás, Energia, são discutidas quais medidas devem ser tomadas para que a indústria petrolífera no Brasil retorne a um ciclo virtuoso de crescimento. Em seguida, na segunda coluna de opinião, Suzana Kahn, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenadora executiva do Projeto Fundo Verde, discute os caminhos que a oferta de energia no século XXI deverá seguir para suprir uma demanda energética cada vez mais crescente e, ao mesmo tempo, atender aos desafios de combate às mudanças climáticas.

A produção diária de petróleo em agosto de 2016 foi de 2.695 mil barris, 1% superior à produção de julho, que foi de 2.666 mil bbl/dia, e 1,5% superior à de agosto de 2015. A produção do pré-sal, oriunda de 65 poços, foi de 1.099,3 Mbbl/d de petróleo e 42,2 MMm³/d de gás natural, totalizando 1.364,9 Mboe/d. Segundo a U.S Energy Information Administration, a média de preços do óleo tipo Brent cresceu menos de US$ 1/b em relação à média de julho, alcançando US$ 45,84/b e voltando a crescer após queda no mês anterior. Em relação ao preço dos principais derivados de petróleo, os preços de realização interna continuam superiores aos de referência internacional, com maior diferença nos preços do diesel e do óleo combustível.

A produção nacional de gás natural teve crescimento pelo quinto mês seguido, atingindo recorde histórico com uma produção total no mês de agosto de 108,77 MMm³/dia. Em relação a oferta de gás nacional, essa também teve alta significativa registrado maior valor dos últimos 12 meses (54,14 MMm³/dia), montante esse favorecido pela expressiva queda no volume reinjetado de 10,56% em relação ao mês anterior. Em relação ao consumo de gás natural no mês de agosto, houve aumento considerável estando 8,01% acima do consumo do mês de julho, o que gerou a necessidade de importação superior em 0,47 MMm³/dia em relação ao mês anterior e, consequentemente, um saldo de oferta de gás natural no Brasil que foi superior àqueles volumes ofertados nos últimos cinco meses. Embora a produção indisponível no mês de agosto através de reinjeção tenha tido alta considerável, a indisponibilidade a partir de queima, consumo interno em exploração e produção (E&P) e absorção em Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGN?s) teve alta. Em relação ao consumo de gás natural no mês de agosto, as classes Residencial e Comercial registraram queda de 13,89% e 5,49%, respectivamente, enquanto o consumo das demais classes registraram alta, resultando em um aumento do consumo total em relação ao mês de julho. Já em relação aos preços do gás natural, apenas o preço no PPT e no mercado europeu registram leves quedas, tendo os demais preços registrados alta, sendo o preço no mercado do Japão aquele que atingiu maior crescimento relativo.

No setor elétrico, a Energia Natural Afluente (ENA) total, indicador que mede a disponibilidade hídrica em todo Sistema Interligado Nacional (SIN), recuou 16,15%. A carga de energia total no SIN registrou aumento de 0,63%. Acompanhando a tendência da carga, a geração de energia aumentou 0,55%. A geração hidráulica, por causa da queda de ENA no SIN, recuou 1,85%. A geração eólica elevou 5,99%, por setembro ser, geralmente, o pico de geração dessa fonte no SIN. Com a queda de geração hidráulica, a geração térmica também aumentou 7,51% para complementar e alcançar a carga. Houve deplecionamento nos reservatórios do SIN com queda de 13,48% na Energia Armazenada (EAR) total.

A geração total de energia elétrica registrou, em julho de 2016, aumento anual de 1,21% e uma redução mensal de 0,29%. A geração térmica convencional apresentou redução anual de 37,80%, muito em função da queda anual de 39,00% da geração por térmicas a gás natural. A geração hidráulica teve aumento anual de 9,55% e a geração por fontes alternativas teve incremento anual de 20,15% sendo a geração por fonte eólica a de maior destaque com aumento de 72,05% em relação ao mês de julho do ano anterior. O consumo de energia elétrica em relação a julho de 2015 apresentou crescimento no setor residencial (2,54%) e no setor outros (3,92%). O setor industrial e o setor comercial na comparação anual registraram respectivamente quedas de 1,40% e 0,97% no seu consumo de energia elétrica. No mercado livre, quase todos os setores aumentaram o seu consumo de energia em relação ao ano anterior, com exceção de Extração de Minerais Metálicos e Transporte. O preço de liquidação das diferenças (PLD) médio mensal na comparação com o mês anterior cresceu nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste (SE/CO), Sul (S), Nordeste (NE) e Norte (N). Na comparação anual, todos apresentaram quedas: SE/CO teve redução de 68,04%, S de 62,75%, Ne de 58,99% e N de 59,54%. Em relação à liquidação financeira referente a julho de 2016, realizada em setembro, foram liquidados R$ 550 milhões dos R$ 2,4 bilhões contabilizados.

Para conferir o boletim completo, clique aqui.