Institucional

DAPP lança estudo sobre desigualdade no acesso ao metrô e BRT no Rio de Janeiro

O levantamento levou em conta a renda de pessoas que estão na chamada zona primária das estações, ou seja, moram num raio de até 800 metros de cada estação.

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Morar perto de um transporte de alta capacidade é garantia de acesso à circulação na cidade? Para responder à pergunta, pesquisadores da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (DAPP) analisaram o impacto das tarifas do metrô e do BRT na cidade do Rio de Janeiro na renda per capita dos moradores que vivem no entorno das estações.

O levantamento ?Desigualdade sobre trilhos e rodas: um estudo sobre o acesso ao metrô e BRT na cidade do Rio? levou em conta a renda de pessoas que estão na chamada zona primária das estações, ou seja, moram num raio de até 800 metros de cada estação. A distância é baseada no tempo que as pessoas estão dispostas a andar para acessar os chamados transportes de alta capacidade.

Assim, descobriu-se que os moradores no entorno da estação Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, na Zona Sul, comprometem menos de 3,6% da sua renda mensal média de R$ 8.561 se utilizarem a integração para acessar as linhas de BRT e metrô durante a semana. Já quem mora nos arredores de Vila Paciência, na Zona Oeste, tem 64,98% da sua renda média de R$ 703 comprometidos com esse transporte, cuja tarifa custa R$ 7.

Se for levado em conta apenas o uso do metrô em dias úteis, com tarifa cheia de R$ 4,10, os moradores no entorno da estação Acari/Fazenda Botafogo, na Zona Norte, têm a renda mais comprometida: 25,64%. No caso do BRT, com tarifa de R$ 3,80, Vila Paciência tem o maior comprometimento em dias de semana: 35,28%.

Com coordenação de Marco Aurelio Ruediger, diretor da DAPP, a pesquisa foi realizada por Janaina Fernandes, Miguel Orrillo, Bárbara Barbosa e Margareth da Luz.

?O objetivo do estudo foi saber se o cidadão que mora na zona primária de uma estação de transporte de alta capacidade tem acesso facilitado à cidade. Tendo em vista que existe uma concentração de bens culturais e vagas de emprego em determinadas regiões do Rio de Janeiro, estariam os usuários mais diretos destes transportes com acesso facilitado a estas áreas??, questiona a pesquisadora Janaina Fernandes.? 

Para ter acesso ao estudo completo, clique aqui