Editora FGV lança obra sobre a força do corporativismo no pós-ditadura
Publicada originalmente em Portugal com o título ?A vaga corporativa?, a obra tem enfoque nesse processo capaz tanto de reprimir quanto de cooptar o movimento trabalhista, os grupos de interesse e as elites.

Com uma enorme difusão nas culturas políticas de elites intelectuais e autoritárias na Europa e na América Latina dos anos de 1930, o corporativismo social e político foi a principal alternativa conservadora à democracia liberal no período Entre Guerras. Com o objetivo de analisar essa relação entre corporativismo e ditaduras, a Editora FGV lança, no dia 19 de setembro, às 19h, na Blooks Livraria (Espaço Itaú de Cinema, Rio de Janeiro), a obra ?A onda corporativa: corporativismo e ditaduras na Europa e na América Latina?. Mais cedo, às 15h, no auditório 307 do edifício-sede da FGV, no Rio de Janeiro, será realizado um debate sobre a publicação com os autores e com o professor da Escola de Ciências Sociais da FGV (CPDOC), Marco Aurélio Vanucchi.
Publicada originalmente em Portugal com o título ?A vaga corporativa?, a obra tem enfoque nesse processo capaz tanto de reprimir quanto de cooptar o movimento trabalhista, os grupos de interesse e as elites. Outro tema que perpassa todo o livro são as constituições dos países estudados e a maior ou menor consagração do corporativismo nos sistemas políticos autoritários.
Os textos, organizados por António Costa Pinto, professor da Universidade de Lisboa, e Francisco Palomanes Martinho, professor da Universidade de São Paulo, defendem que as experiências ditatoriais foram as responsáveis pela institucionalização do corporativismo, fazendo dele não só um pilar da sua legitimação política como também um instrumento de intervenção econômica e social.
Nesse livro, o corporativismo é analisado como um dispositivo social e político contra a democracia liberal , que permeou a direita durante a primeira onda de democratizações, demonstrando que esse sistema esteve na vanguarda do processo de difusão transnacional, tanto como uma nova forma de representação de interesses organizados quanto como alternativa autoritária à democracia.
Confira mais informações no blog da Editora.
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