Editora FGV traduz obra de Henry Rousso
Nesta obra, Rousso, reconhecido pela célebre frase passado que não passa? (?passé qui ne passe pas?), chama atenção para a função social da história e para os desafios que se colocam a seus profissionais, ao mesmo tempo observadores, investigadores e atores de uma história que está sendo produzida.

?A última catástrofe: a história, o presente, o contemporâneo?, publicado inicialmente na França e lançado agora pela Editora FGV, a obra apresenta um quadro geral dos debates sobre os desafios e especificidades da história do tempo presente. Seu autor, o notório historiador francês Henry Rousso, busca responder as questões sobre a história do tempo, considerando que ?a história já não se caracteriza por tradições a respeitar, por heranças a transmitir, por mortos a celebrar, mas antes, por problemas a ?gerir??.
Nesta obra, Rousso, reconhecido pela célebre frase passado que não passa? (?passé qui ne passe pas?), chama atenção para a função social da história e para os desafios que se colocam a seus profissionais, ao mesmo tempo observadores, investigadores e atores de uma história que está sendo produzida. O autor também evidencia que esse papel torna acessível, não só para os estudiosos, mas também para o público em geral, alguns princípios básicos que norteiam a prática dos historiadores, que não pode ser apenas a produção de uma seleção de fatos, já que a escrita da história é produto de um lugar social e de sua relação com um corpo social mais amplo, e deve estar condicionada por uma prática científica.
Questões sobre a importância, a dimensão e a equivalência do estudo da história do tempo presente com os demais campos de pesquisas da matéria são respondidas pelo autor. Rousso propõe uma reflexão sobre certa maneira de pensar a história do tempo presente que não é apenas acompanhar uma visão traumática do passado, mas ajudar a compreendê-la e estabelecer a distância necessária ante as imposições da memória.
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