FGV Energia divulga novo Boletim de Conjuntura do setor energético
A coluna de opinião, escrita por André Pepitone da Nóbrega, Diretor da ANEEL, discute como a previsão de expansão da energia solar contribuirá para ampliar a característica sustentável da matriz elétrica brasileira.

A edição de agosto do Boletim de Conjuntura Energética da FGV Energia discute, em seu editorial, os compromissos assumidos pelo Brasil no Acordo de Paris em relação ao setor elétrico e se será factível atingi-los. A coluna de opinião, escrita por André Pepitone da Nóbrega, Diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), discute como a previsão de expansão da energia solar, tanto a centralizada de grande porte como a distribuída, contribuirá para ampliar a característica sustentável da matriz elétrica brasileira.
A produção diária de petróleo em junho de 2016 foi de 2.558 barris, 0,5% superior à produção de maio, que foi de 2.570 bbl/dia, e 7% superior à de junho de 2015. A produção do pré-sal, oriunda de 59 poços, foi de 999,9 Mbbl/d de petróleo e 38,1 MMm³/d de gás natural, totalizando 1.239,8 Mboe/d. Segundo a U.S Energy Information Administration, a média de preços do óleo tipo Brent aumentou US$ 1 por barril em relação à média de maio, alcançando US$ 48/b, que é a maior média desde novembro de 2015. Em relação aos principais derivados de petróleo, os preços de realização interna continuam superiores aos de referência internacional, com maior diferença nos preços da gasolina e do óleo diesel.
No mês de junho a produção nacional bruta de gás natural atingiu recorde histórico, registrando uma produção de 103,52 MMm³/dia. Já a oferta de gás nacional se manteve estável, com leve queda de 0,78% e representando 49% da produção total bruta do país. O consumo registrou aumento em relação ao mês anterior, mas com um montante consumido 21,78% menor que o mesmo período do ano anterior, totalizando 78,26 MMm³/dia. Esse aumento do consumo, somado a estabilidade na oferta nacional, acarretou em um acrescente de 12,26% nas importações em relação ao mês anterior, registrando o valor de 30,04 MMm³/dia.
No setor elétrico, a disponibilidade hídrica do Sistema Interligado Nacional (SIN), representada pela Energia Natural Afluente (ENA), recuou expressivamente, 28,85%, no mês de julho deste ano em comparação com o mês anterior. Tal fato decorre do possível fim do fenômeno climático El Niño de 2015/16, responsável pela abundância de chuvas nas regiões Sul e no Sudeste, e uma seca mais severa no Nordeste e Norte do Brasil. Na comparação mensal, a carga de energia recuou 1,38% e a geração de energia total recuou 1,12%, acompanhando a mesma tendência da carga de energia. Com a queda da ENA em todo o SIN, e como nos encontramos no período seco do SIN, a geração hidráulica recuou 1,33%. Na complementação da carga para atender ao SIN, a geração térmica atuou com cerca de 10 GWmed em termos absolutos, porém recuou 6,60%. O acionamento das térmicas só não foi maior, pois estamos entrando em um período com maior incidência de ventos no SIN e boa parte da demanda foi suprida pela geração eólica. A Energia Armazenada de todo o sistema recuou 7,76%, porém apresentou um aumento de 19,59% em relação ao mesmo mês do ano passado.
A geração total de energia elétrica sofreu, em maio de 2016, aumento anual de 1,02% e uma redução mensal de 7,45%. A geração térmica convencional apresentou redução anual de 38,97%, muito em função da queda anual de 52,36% da geração por térmicas a gás natural. A geração hidráulica teve aumento anual de 11,54% e a geração por fontes alternativas teve incremento anual de 14,89%, sendo a geração por fonte eólica a de maior destaque com aumento de 52,45% em relação ao mês de abril do ano anterior. O consumo de energia elétrica em relação a maio de 2015 apresentou crescimento no setor residencial (2,84%) e no setor comercial (1,26%). O setor industrial na comparação anual registrou uma queda no seu consumo de energia elétrica (-3,71%). No mercado livre, quase todos os setores aumentaram o seu consumo de energia em relação ao ano anterior, com exceção de Extração de Minerais Metálicos. O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) médio mensal na comparação com o mês anterior cresceu nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste (SE/CO), Sul (S) e Norte (N). Na comparação anual, todos apresentaram quedas: SE/CO tiveram redução de 82,06%, S teve redução de 82,30, N teve redução de 40,65% e Nordeste (NE) teve redução de 74,94%. Em relação à liquidação financeira referente a maio de 2016, realizada em julho, apenas R$ 600 milhões de R$ 2,6 bilhões foram contabilizados.
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