Grupo Janus da UFMG/FGV é o vencedor do Latin Moot Corp 2011

Institucional
14 Março 2011

  O time Janus (UFMG/FGV) é o grande vencedor do Latin Moot Corp 2011, sagrando-se campeão de mais um certame em nível internacional ao apresentar um plano de negócios completo, que prevê a entrada da empresa de nanotecnologia no mercado nos próximos anos. O Janus já havia sido ganhador do I2P Latin America e do Global I2P, quando apresentou apenas o plano de desenvolvimento do produto. O grupo tem estudado a tecnologia ao longo de oito anos. Os alunos participantes são: Ivo Teixeira, Aline Oliveira, Ana Paula Teixeira, Raquel Mambrini, Leandro Ribeiro e Leonardo Reis. Sob a orientação acadêmica de Rene Jose Rodrigues Fernandes, do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV; Rochel Monteiro Lago, do Departamento de Química da UFMG; e coordenação empresarial de Euler Santos.  O segundo lugar ficou para a CaIR Technologies (Universidade de Manitoba), do Canadá - uma empresa de dispositivos de diagnóstico médicos que visa revolucionar os exames de colesterol, dando a possibilidade de controle ao paciente ao utilizar espectroscopia de infravermelho. Já o terceiro lugar coube ao time BarGain (University College London), da Inglaterra, com uma tecnologia móvel que permite a pontos de venda físicos tirarem vantagens de redes sociais.  Como vencedores, o Janus e a CaIR Technologies serão automaticamente convidados a participar do Venture Labs Investment Competition, em Austin, no Texas, ao lado de outros 38 times ganhadores de competições internacionais. JanusA tecnologia do Janus é um produto que permite separar o óleo da água. O petróleo extraído das reservas vem em uma mistura homogênea (emulsão) de óleo e água, e precisa ser separado. Hoje, a indústria petrolífera utiliza um produto químico chamado demulsificante para realizar esta separação em um mercado que envolve mundialmente US$ 40 bilhões e US$ 2,5 bilhões apenas no Brasil. O Janus tem a capacidade de realizar esta separação por um processo que envolve a combinação de nano tubos de carbono e nano partículas magnéticas. Depois de depositadas na emulsão, estas partículas separam o óleo da água através de uma simples atração magnética. Este produto tem a capacidade de baratear em até 80% os custos com demulsificantes, que podem representar 5% no preço final da gasolina. O processo também reduz de 12 horas para aproximadamente 2 horas a separação das substâncias. O produto tem a proteção de três patentes internacionais. Open Pitch SessionPela primeira vez, o Latin Moot Corp realizou uma sessão aberta de pitches, na qual puderam se inscrever startups de fora do mundo acadêmico. Apresentaram-se 8 empresas: a MuseWorld, Guidu, Zuggi, YmusicX, Ocapi, Cheetah Services, Resume Hunter e Phoenix. Os empreendedores puderam aproveitar a grande quantidade de investidores para apresentar suas empresas e, quem sabe, receber investimento. O Grupo RBS patrocinou um prêmio especial (um iPad) para o melhor pitch. A grande campeã foi a MuseWorld - uma rede social voltada a meninas de 6 a 14 anos, da empreendedora francesa Estelle Rinaudo. JuízesO júri deste ano foi formado um grupo de experientes VCs, empresários, executivos e consultores, incluindo Benedito Fayan (Telefônica), Carlos Alberto Miranda (BR Opportunities), Daniel Izzo (Vox Capital), Luiz Manetti (Sandvik), Pedro Mello (Grupo Quack), Sergio Luconi Jr (IBM), Ona Kiser (Social Smart), Cristiano Nobrega (Grupo RBS), Michael Nicklas (Social Smart e IdeaisNet), Rafael Levy, (Allagi), Martino Bagini (Astella Investimentos), Humberto Matsuda (Performa Investimentos), Emerson Duran (Confrapar), Gustavo Caetano, (Sambatech), Harthur Djehdian (Bio for Life), Luigi Giavina (Strula), Luciana Ribeiro (Grupo RBS), Yuri Gitahy (Aceleradora), Diego Remus (Startupi), Roberta Rossetto (H Stern), Patrick Arippol (DGF), André Saito (Allagi), Tiago Cruz (Gina Campos), Renato Fonseca (Sebrae-SP), Ayrton Aguiar (Buscapé) e In Hsieh (BR Innovators). A competiçãoO Latin Moot Corp simula o processo de levantar capital de risco. É um evento único, que reúne estudantes e empresários. Os juízes funcionam como um grupo de investidores que procuram chegar a um consenso sobre o empreendimento no qual eles investiriam. Os juízes baseiam suas decisões na qualidade da ideia, na força da equipe de gestão e na clareza e poder de persuasão do plano escrito e da apresentação oral. A competição é patrocinada pela Telefônica, Santander, Sebrae-SP e apoiada pelo Grupo RBS e pelo escritório Cascione, Pulino, Boulos & Santos.