IGP-M varia 1,38% em maio
Economia
04 Junho 2018

IGP-M varia 1,38% em maio

A taxa de variação do grupo Bens Intermediários passou de 1,16% em abril para 2,60% em maio. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cujo percentual passou de 5,32% para 10,35%.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) variou 1,38% em maio, ante 0,57% no mês anterior. Com este resultado, o índice acumula alta de 3,45% no ano e de 4,26% em 12 meses. Em maio de 2017, o índice havia caído 0,93% e acumulava alta de 1,57% em 12 meses.  

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) avançou de 0,71% em abril para 1,97% em maio. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou 0,27% em maio, contra 0,50% no mês anterior. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de 2,50% para -6,43%, no mesmo período. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou alta de 0,39% em maio, ante 0,08% no mês anterior.

A taxa de variação do grupo Bens Intermediários passou de 1,16% em abril para 2,60% em maio. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cujo percentual passou de 5,32% para 10,35%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 1,34% em maio, ante 0,52% em abril.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas registrou variação de 3,32% em maio. Em abril, o índice havia registrado alta de 0,44%. Contribuíram para a elevação da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (-9,53% para 10,97%), aves (-4,37% para 1,77%) e café (em grão) (-1,09% para 2,97%). Em sentido oposto, destacam-se os itens milho (em grão) (10,65% para 4,02%), cana-de-açúcar (0,15% para -3,05%) e laranja (5,49% para -3,25%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,26% em maio, ante 0,31% em abril. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram recuo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Transportes (0,32% para -0,07%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item etanol, cuja taxa passou de 0,16% para -3,78%.

Também apresentaram recuo em suas taxas de variação os grupos Alimentação (0,18% para 0,06%), Vestuário (0,49% para -0,02%) e Educação, Leitura e Recreação (0,00% para -0,04%). As principais influências observadas partiram dos seguintes itens: frutas (4,82% para -2,58%), roupas (0,67% para 0,13%) e excursão e tour (-0,40% para -1,98%).

Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Habitação (0,33% para 0,54%), Comunicação (0,08% para 0,30%), Despesas Diversas (-0,02% para 0,05%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,85% para 0,90%). Nestas classes de despesa, os maiores avanços foram observados para os seguintes itens: tarifa de eletricidade residencial (1,24% para 3,05%), pacotes de telefonia fixa e internet (0,46% para 0,93%), alimentos para animais domésticos (-1,21% para -0,14%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (0,56% para 0,82%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,30% em maio, contra 0,28% em abril. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços ficou em 0,49%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,40%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou alta de 0,15%, ante 0,18% no mês anterior.

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