Institucional

Nova pesquisa do IBRE avalia bem-estar da população

Embora nenhum aspecto da vida urbana no bairro de residência do entrevistado tenha sido avaliado de forma extremamente favorável, os quesitos melhor avaliados, em ordem decrescente, foram: qualidade da água potável, limpeza das ruas/coleta de lixo, urbanização, barulho e qualidade do ar.

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A crescente demanda por melhoria dos serviços públicos no Brasil ganhou ainda maior evidência nos dois últimos anos devido à recessão. No município do Rio de Janeiro, o assunto obteve maior notoriedade, face aos desafios da cidade em receber o maior evento esportivo mundial em meio a esta conjuntura econômica adversa. As datas de realização do Jogos Olímpicos coincidiram com as do cronograma de implementação de uma pesquisa que o Instituto Brasileiro de Economia da FGV (IBRE) realizou sobre Bem-Estar da população Brasileira, incluindo um módulo para medir a satisfação com os serviços públicos disponíveis e como esta percepção afeta o bem estar geral.  A coincidência da realização dos Jogos com o timing de implantação da pesquisa levou o IBRE a organizar a edição de 2016 em duas etapas de coleta de dados: uma imediatamente antes das Olimpíadas, entre junho e julho de 2016, e outra depois dos jogos, entre setembro e outubro de 2016.

A análise da primeira etapa da pesquisa, realizadas nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, aponta que, entre os serviços públicos avaliados, a saúde obteve a pior avaliação, com média 2,54, em uma escala que vai de 0 a 10. O serviço mais bem avaliado foi a educação em escolas e creches públicas. Apesar de apresentar o melhor resultado, a média de 4,13 pode ser considerada baixa se comparada a outros países. De acordo com a pesquisa Quality of Life Survey 2012, da Eurofound, realizada nos países pertencentes à União Europeia, a média das respostas que os informantes atribuíram ao sistema educacional de seus países foi 6,28. A média mais alta foi a da Finlândia (8,17) e a mais baixa foi a da Grécia (4,63).

Nenhuma resposta média manteve-se acima de 5 pontos da escala de resposta, o que evidencia que a maioria dos informantes qualificam os serviços públicos como ?abaixo da média?, ou seja, de má qualidade.

Embora nenhum aspecto da vida urbana no bairro de residência do entrevistado tenha sido avaliado de forma extremamente favorável, os quesitos melhor avaliados, em ordem decrescente, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, foram: qualidade da água potável, limpeza das ruas/coleta de lixo, urbanização, barulho e qualidade do ar. Os aspectos com as piores avaliações, também em ordem decrescente, foram trânsito, disponibilidade de infraestrutura para a prática de esportes, disponibilidade de hospitais, segurança e acessibilidade para pessoas com deficiência.

Na análise comparativa por cidades, a média geral de São Paulo (5,22) ficou acima da do Rio de Janeiro (5,01). São Paulo apresenta avaliações melhores nos seguintes aspectos: barulho, qualidade da água potável, segurança, limpeza das ruas/coleta de lixo, urbanização, disponibilidade de hospitais e acessibilidade para pessoas com deficiência. O Rio de Janeiro se sobressai em apenas três quesitos: qualidade do ar, trânsito e disponibilidade de infraestrutura para a prática de esportes.

Acesse a pesquisa completa.