Obra resgata a história da Teoria da Dependência
Ciências Sociais
15 Janeiro 2018

Obra resgata a história da Teoria da Dependência

No momento em que a esquerda brasileira vive mais um de seus recorrentes momentos de derrota, este livro, publicado pela Editora FGV, conta a história de um grupo de pensadores de esquerda, conhecidos ora como o Grupo de Brasília, ora como a esquerda radical da Teoria da Dependência, ora como neomarxistas, ora como trotskistas.

“A teoria da dependência: do nacional-desenvolvimentismo ao neoliberalismo”obra da historiadora Claudia Wasserman, conta as trajetórias de Ruy Mauro Marini, Vânia Bambirra, Theotônio dos Santos e André Gunder Frank revelando as desventuras de intelectuais que nos anos 1960 discutiram a urgência da Revolução Brasileira, foram perseguidos pela ditadura militar, exilados e, com a anistia, retornaram ao Brasil procurando as marcas do passado e encontrando as dificuldades para reinserção numa sociedade recém democratizada.

No momento em que a esquerda brasileira vive mais um de seus recorrentes momentos de derrota, este livro, publicado pela Editora FGV, conta a história de um grupo de pensadores de esquerda, conhecidos ora como o Grupo de Brasília, ora como a esquerda radical da Teoria da Dependência, ora como neomarxistas, ora como trotskistas. Eles tiveram suas formulações acerca da sociedade brasileira e das sociedades latino-americanas, suas leituras das particularidades da inserção desses espaços no sistema capitalista, do caráter particular que a luta de classes assumia nesses espaços marcados pela herança colonial, pela escravidão, pela subordinação às metrópoles centrais do capitalismo. Portanto, do caráter específico que assumiria aí o processo de transição para o socialismo, da especificidade da Revolução Brasileira e da Revolução Latino-Americana, invisibilizadas da história das ideias econômicas e político-sociais do Brasil.

A história da derrota que se conta nesta obra é uma história de esquecimento, que aborda os enfrentamentos no campo intelectual e político e torna explícito como os saberes são inseparáveis de relações de poder, como um dado grupo de pensadores teve sua produção deslegitimada, desqualificada, a ponto de seus livros pouco circularem ou serem conhecidos, à medida que seus opositores venceram a disputa no plano das ideias, entre outros motivos, por ocuparem destacadas posições de poder, tanto no interior do campo cultural e acadêmico quanto no plano político.

Para mais informações sobre o livro, acesse o site da Editora FGV.