IGP-M acelera para 1,83% na 1ª prévia de dezembro de 2019

O IGP-M acumula alta de 5,11% no ano e de 3,97% nos últimos 12 meses
Economia
13 Dezembro 2019
IGP-M acelera para 1,83% na 1ª prévia de dezembro de 2019

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE), subiu 1,83% no primeiro decêndio de dezembro de 2019. No mesmo período de novembro, o índice havia variado 0,08%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou para 2,57% no primeiro decêndio de dezembro. No mesmo período do mês de novembro, o índice havia subido 0,09%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais subiram 3,04% em dezembro, após registrar alta de 0,47% em novembro. A principal contribuição para este avanço partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 2,55% para 6,49%. O índice correspondente aos Bens Intermediários passou de 0,81% no primeiro decêndio de novembro para 0,27% no primeiro decêndio de dezembro. Contribuiu para o movimento o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 2,23% para 0,35%.

A taxa do índice referente as Matérias-Primas Brutas avançou de -1,12% no primeiro decêndio de novembro para 4,64% no primeiro decêndio de dezembro. Contribuíram para a alta da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (-10,29% para 3,91%), bovinos (2,74% para 21,23%) e soja (em grão) (0,72% para 2,68%). Em sentido oposto, vale citar cana-de-açúcar (1,11% para -0,25%), laranja (5,19% para -3,49%) e mandioca (aipim) (6,87% para 3,71%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,59% no primeiro decêndio de dezembro, ante queda de 0,06% no mês anterior. Sete das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Alimentação (-0,31% para 1,24%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item carnes bovinas, cuja taxa passou de 1,40% para 10,35%.

Também foram computados acréscimo nas taxas de variação dos grupos Despesas Diversas (0,15% para 2,92%), Habitação (-0,24% para 0,06%), Educação, Leitura e Recreação (-0,01% para 0,67%), Transportes (0,24% para 0,42%), Comunicação (-0,05% para 0,34%) e Vestuário (-0,04% para 0,23%). Nestas classes de despesa, as maiores influências observadas partiram dos seguintes itens: jogo lotérico (0,00% para 23,33%), tarifa de eletricidade residencial (-1,40% para 0,29%), passagem aérea (-2,71% para 14,47%), gasolina (0,35% para 1,30%), pacotes de telefonia fixa e internet (0,00% para 1,35%) e calçados (-0,29% para 0,60%).

Em contrapartida, o grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,26% para 0,16%) apresentou decréscimo em sua taxa de variação. Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item artigos de higiene e cuidado pessoal (0,50% para -0,23%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) caiu 0,12% no primeiro decêndio de dezembro, taxa inferior a apurada no mês anterior, quando o índice havia subido 0,29%. Os três componentes do INCC registraram as seguintes taxas da variação na passagem do primeiro decêndio de novembro para o primeiro decêndio de dezembro: Materiais e Equipamentos (0,75% para -0,35%), Serviços (0,18% para 0,06%) e Mão de Obra não variou pelo terceiro mês consecutivo.

O estudo completo está disponível no site.

Acesse o material complementar.

 

Resultados dos meses anteriores: