IGP-M avança para 1,05% na 1ª prévia de abril de 2020

Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais passaram de 0,85% em março para -0,04% em abril.
Economia
14 Abril 2020
IGP-M avança para 1,05% na 1ª prévia de abril de 2020

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 1,05% no primeiro decêndio de abril de 2020, aponta o Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE). No primeiro decêndio de março de 2020, este índice variou 0,15%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,43% no primeiro decêndio de abril. No mesmo período do mês de março, o índice variou 0,20%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais passaram de 0,85% em março para -0,04% em abril. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de -0,76% para -19,43%. O índice correspondente aos Bens Intermediários passou de -0,26% no primeiro decêndio de março para 1,72% no primeiro decêndio de abril. Este avanço foi influenciado pelo subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,86% para 3,61%.

A taxa do índice referente as Matérias-Primas Brutas passou de -0,01% no primeiro decêndio de março para 2,66% no primeiro decêndio de abril. Contribuíram para o avanço da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (-6,80% para 5,60%), soja (em grão) (2,16% para 6,77%) e laranja (0,17% para 8,76%). Em sentido oposto, vale citar bovinos (3,79% para -3,95%), aves (2,48% para -2,74%) e mandioca (aipim) (0,70% para -3,52%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,33% no primeiro decêndio de abril, após queda de 0,06% no mês anterior. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Alimentação (0,22% para 1,24%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 0,56% para 9,31%.

Também foram computados acréscimos nas taxas de variação dos grupos Educação, Leitura e Recreação (-1,08% para 0,49%), Habitação (-0,18% para 0,38%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,15% para 0,46%) e Despesas Diversas (0,00% para 0,43%). Nestas classes de despesa, as maiores influências observadas partiram dos seguintes itens: passagem aérea (-11,24% para 6,82%), tarifa de eletricidade residencial (-0,91% para 0,63%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,30% para 0,94%) e serviços bancários (0,00% para 0,41%).

Em contrapartida, os grupos Transportes (-0,01% para -0,67%), Vestuário (0,32% para -0,07%) e Comunicação (0,06% para 0,05%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos itens: gasolina (-1,39% para -2,65%), roupas (0,41% para -0,18%) e mensalidade para TV por assinatura (0,28% para 0,00%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,16% no primeiro decêndio de abril, taxa inferior a apurada no mês anterior, quando o índice foi de 0,34%. Os três componentes do INCC registraram as seguintes taxas da variação na passagem do primeiro decêndio de março para o primeiro decêndio de abril: Materiais e Equipamentos (0,29% para 0,41%), Mão de Obra (0,40% para 0,00%) e Serviços repetiu a taxa do mês anterior, que foi de 0,17%.

O estudo completo está disponível no site.

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