IGP-M sobe 0,71% na 1ª prévia de março

Variação foi acima da apurada em fevereiro, quando o índice havia variado 0,20%.
Economia
15 Março 2019
IGP-M sobe 0,71% na 1ª prévia de março

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE), subiu 0,71% no primeiro decêndio de março, registrando variação acima da apurada em fevereiro, quando o índice havia variado 0,20%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,90% no primeiro decêndio de março. No mesmo período do mês de fevereiro, o índice havia subido 0,22%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram em média 1,25% em março, ante 0,84% em fevereiro. A principal contribuição para este avanço partiu do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de -0,26% para 6,54%. O índice correspondente aos Bens Intermediários variou 0,27% no primeiro decêndio de março, contra -0,09% no mês anterior. Contribuiu para o movimento o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção cuja taxa passou de 1,93% para 5,13%.

O índice referente as Matérias-Primas Brutas variou 1,25% no primeiro decêndio de março, após queda de 0,14% no mês anterior. Contribuíram para a elevação da taxa do grupo os seguintes itens: soja (em grão) (-2,24% para 1,85%), aves (-1,53% para 3,85%) e leite in natura (-1,56% para 1,29%). Em sentido oposto, vale citar cana-de-açúcar (1,28% para -1,45%), café (em grão) (0,67% para -2,77%) e mandioca (aipim) (2,35% para 1,45%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,47% no primeiro decêndio de março, ante 0,14% no mês anterior. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Alimentação (0,12% para 0,95%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -5,45% para 8,99%.

Também foram computados acréscimo nas taxas de variação dos grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,06% para 0,52%), Transportes (-0,11% para 0,17%), Vestuário (-0,22% para 0,66%) e Habitação (0,16% para 0,18%). Nestas classes de despesa, as maiores influências observadas partiram dos seguintes itens: artigos de higiene e cuidado pessoal (-1,42% para 1,32%), gasolina (-3,86% para -0,06%), roupas (-0,69% para 0,69%) e condomínio residencial (-0,28% para 0,37%).

Em contrapartida, os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,95% para 0,63%), Comunicação (0,09% para -0,01%) e Despesas Diversas (0,13% para 0,08%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos itens cursos formais (2,03% para 0,00%), pacotes de telefonia fixa e internet (0,31% para 0,00%) e cartório (2,64% para 0,20%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,02% no primeiro decêndio de março, taxa inferior a apurada no mês anterior, quando o índice havia subido 0,25%. Os três componentes do INCC registraram as seguintes taxas na passagem do primeiro decêndio de fevereiro para o primeiro decêndio de março: Materiais e Equipamentos (0,40% para -0,03%), Serviços (0,78% para 0,29%) e Mão de Obra (0,05% para 0,01%).