IGP-M sobe 1,48% na 2ª prévia de junho de 2020

O indicador acumula alta de 2,79% em 2020 e de 6,51% em 12 meses (junho de 2019 a maio de 2020)
Economia
19 Junho 2020
IGP-M sobe 1,48% na 2ª prévia de junho de 2020

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 1,48% no segundo decêndio de junho. No segundo decêndio de maio, este índice havia apresentado taxa de 0,01%.

“A alta dos preços dos combustíveis e das carnes contribuíram para o avanço da inflação ao produtor e ao consumidor. No IPA, destacam-se os aumentos em combustíveis para o consumo (18,99%), combustíveis e lubrificantes para a produção (5,35%) e bovinos (1,88%). Enquanto no IPC, a principal contribuição para a queda menos intensa partiu da gasolina, cuja taxa passou de -8,93% para -1,09%”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

** Confira o resultado final do IGP-M de junho de 2020 **

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) passou de 0,18% no segundo decêndio de maio para 2,20% no segundo decêndio de junho. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais passaram de -0,33% em maio para 2,40% em junho. A maior contribuição para este resultado partiu do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de -13,33% para 18,99%.

O índice referente a Bens Intermediários variou 1,28% no segundo decêndio de junho, ante -1,39% no mesmo período de maio. O destaque coube ao subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de -15,75% para 5,35%.

A taxa do grupo Matérias-Primas Brutas foi de 2,26% no segundo decêndio de maio para 2,90% em igual período de junho. Contribuíram para o movimento do grupo os seguintes itens: milho em grão (-7,62% para -1,72%), suínos (-10,43% para 10,39%) e aves (-2,12% para 4,16%). Em sentido oposto, destacam-se os itens soja em grão (4,44% para 0,85%), café em grão (0,77% para -8,85%) e minério de ferro (9,90% para 8,05%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou -0,14% no segundo decêndio de junho, após queda de 0,59% no mesmo período de coleta de maio. Três das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Transportes (-2,74% para -0,32%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de -8,93% para -1,09%.

Também foram computados acréscimos nas taxas de variação dos grupos Educação, Leitura e Recreação (-1,77% para -1,43%) e Comunicação (0,02% para 0,27%). Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram dos itens passagem aérea (-15,08% para -12,84%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,00% para 0,64%).

** Confira o resultado do IGP-M de maio de 2020 **

Em contrapartida, os grupos Alimentação (0,45% para 0,30%), Habitação (-0,09% para -0,18%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,24% para 0,16%), Vestuário (-0,27% para -0,41%) e Despesas Diversas (0,31% para 0,24%) registraram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, os maiores recuos foram observados nas taxas dos itens: hortaliças e legumes (3,80% para 1,20%), tarifa de eletricidade residencial (-0,58% para -0,87%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,22% para -0,26%), calçados (-0,48% para -0,85%) e despachante (0,00% para -0,91%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,25% no segundo decêndio de junho. No mês anterior, o índice havia subido 0,21%. Os três grupos componentes do INCC apresentaram as seguintes variações na passagem do segundo decêndio de maio para o segundo decêndio de junho: Materiais e Equipamentos (0,58% para 0,65%), Serviços (-0,03% para 0,15%) e Mão de Obra que não variou pelo terceiro mês consecutivo.

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