IGP-M varia 0,30% em novembro de 2019, aponta FGV IBRE

Em novembro de 2018, o índice havia caído 0,49% no mês e acumulava alta de 9,68% em 12 meses.
Economia
28 Novembro 2019
IGP-M varia 0,30% em novembro de 2019, aponta FGV IBRE

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) nesta quinta, 28, variou 0,30% em novembro de 2019, percentual inferior ao apurado em outubro, quando a taxa foi de 0,68%. Com este resultado, o IGP-M acumula alta de 5,11% no ano e de 3,97% nos últimos 12 meses. Em novembro de 2018, o índice havia caído 0,49% no mês e acumulava alta de 9,68% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,36% em novembro, após alta de 1,02% em outubro. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais subiu 0,77% em novembro, contra 0,17% no mês anterior. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 0,50% para 2,66%, no mesmo período. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 1,10% em novembro, ante 0,23% no mês anterior.

A taxa de variação do grupo Bens Intermediários passou de 1,24% em outubro para 0,49% em novembro. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cujo percentual passou de 7,19% para 0,68%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 0,45% em novembro, contra alta de 0,23% em outubro.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas variou de 1,72% em outubro para -0,23% em novembro. Contribuíram para o recuo da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (1,58% para -11,21%), arroz (em casca) (3,43% para 1,85%) e cacau (8,56% para 0,56%). Em sentido oposto, destacam-se os itens bovinos (2,13% para 8,02%), mandioca (aipim) (3,41% para 9,55%) e cana-de-açúcar (-0,15% para 1,22%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,20% em novembro, após queda de 0,05% em outubro. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram avanço em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Habitação (-0,21% para 0,19%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou -2,07% para 0,49%.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Alimentação (-0,36% para -0,04%), Despesas Diversas (0,26% para 1,69%), Educação, Leitura e Recreação (0,06% para 0,28%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,24% para 0,30%) e Vestuário (0,16% para 0,29%). As principais influências para a aceleração dos grupos partiram dos seguintes itens: carnes bovinas (0,85% para 3,76%), jogo lotérico (0,00% para 12,74%), passagem aérea (-1,92% para 3,42%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,10% para 0,54%) e roupas (0,29% para 0,44%).

Em contrapartida, os grupos Comunicação (0,11% para -0,01%) e Transportes (0,22% para 0,21%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, os maiores recuos foram observados para os seguintes itens: tarifa de telefone móvel (0,36% para -0,02%) e gasolina (1,00% para 0,61%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,15% em novembro, ante alta de 0,12% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de outubro para novembro: Materiais e Equipamentos (0,37% para 0,31%), Serviços (-0,08% para 0,36%) e Mão de Obra não variou pelo segundo mês consecutivo.

O estudo completo está disponível no site.

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