IGP-M varia 0,67% na 1ª prévia de janeiro de 2020

De janeiro a dezembro de 2019, o índice acumulou alta de 7,30%. No primeiro decêndio de dezembro de 2019, a taxa havia sido de 1,83%
Economia
13 Janeiro 2020
IGP-M varia 0,67% na 1ª prévia de janeiro de 2020

Confira o resultado final do IGP-M de Janeiro de 2020

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) variou 0,67% no primeiro decêndio de janeiro de 2020. No primeiro decêndio de dezembro de 2019, a taxa havia sido de 1,83%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,86% no primeiro decêndio de janeiro. No mesmo período do mês de dezembro, o índice havia subido 2,57%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais subiram com menor intensidade, passando de 3,04% em dezembro para 1,59% em janeiro. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 6,49% para 4,08%. O índice correspondente aos Bens Intermediários passou de 0,27% no primeiro decêndio de dezembro para 1,04% no primeiro decêndio de janeiro. Esta alta foi influenciada pelo subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 0,35% para 4,67%.

A taxa do índice referente as Matérias-Primas Brutas passou de 4,64% no primeiro decêndio de dezembro para -0,13% no primeiro decêndio de janeiro. Contribuíram para o recuo da taxa do grupo os seguintes itens: bovinos (21,23% para -5,63%), minério de ferro (3,91% para -0,51%) e soja (em grão) (2,68% para -1,00%). Em sentido oposto, vale citar cana-de-açúcar (-0,25% para 1,75%), aves (0,15% para 1,72%) e laranja (-3,49% para -0,99%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,33% no primeiro decêndio de janeiro, após alta de 0,59% no mês anterior. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Educação, Leitura e Recreação (0,67% para -0,94%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item passagem aérea cuja taxa passou de 14,47% para -9,58%.

Também foram computados decréscimos nas taxas de variação dos grupos Alimentação (1,24% para 1,03%), Despesas Diversas (2,92% para 0,08%), Habitação (0,06% para -0,29%) e Comunicação (0,34% para 0,13%). Nestas classes de despesa, as maiores influências observadas partiram dos seguintes itens: carnes bovinas (10,35% para 3,29%), jogo lotérico (23,33% para 0,00%), tarifa de eletricidade residencial (0,29% para -1,69%) e mensalidade para internet (0,58% para 0,00%).

Em contrapartida, os grupos Transportes (0,42% para 1,12%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,16% para 0,31%) e Vestuário (0,23% para 0,46%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento dos itens: gasolina (1,30% para 3,29%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,23% para 0,27%) e roupas (0,01% para 0,51%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,20% no primeiro decêndio de janeiro, taxa superior a apurada no mês anterior, quando o índice havia caído 0,12%. Os três componentes do INCC registraram as seguintes taxas da variação na passagem do primeiro decêndio de dezembro para o primeiro decêndio de janeiro: Materiais e Equipamentos (-0,35% para 0,01%), Serviços (0,06% para 0,12%) e Mão de Obra (0,00% para 0,35%).

O estudo completo está disponível no site.

Resultados dos meses anteriores: