IGP-M varia 0,15% na 1ª prévia de março

O índice acumula alta de 0,44% no ano e de 6,82% em 12 meses. Em fevereiro de 2020, o índice variou -0,04%
Economia
12 Março 2020
IGP-M varia 0,15% na 1ª prévia de março

Veja o resultado consolidado do IGP-M de Março de 2020

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) variou 0,15% no primeiro decêndio de março, revela o Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE). No primeiro decêndio de fevereiro, este índice não variou.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,20% no primeiro decêndio de março. No mesmo período do mês de fevereiro, o índice havia caído 0,15%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais passaram de -1,45% em fevereiro para 0,85% em março. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de -4,54% para 1,30%. O índice correspondente aos Bens Intermediários passou de 0,01% no primeiro decêndio de fevereiro para -0,26% no primeiro decêndio de março. Este recuo foi influenciado pelo subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de -1,24% para -5,02%.

A taxa do índice referente as Matérias-Primas Brutas passou de 1,11% no primeiro decêndio de fevereiro para -0,01% no primeiro decêndio de março. Contribuíram para o recuo da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (5,42% para -6,80%), cana-de-açúcar (3,06% para -0,34%) e milho (em grão) (4,74% para 2,13%). Em sentido oposto, vale citar soja (em grão) (-2,88% para 2,16%), bovinos (-3,15% para 3,79%) e café (em grão) (-6,32% para 5,33%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu 0,06% no primeiro decêndio de março, após alta de 0,24% no mês anterior. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Educação, Leitura e Recreação (1,47% para -1,08%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item passagem aérea, cuja taxa passou de 4,95% para -11,24%.

Também foram computados decréscimos nas taxas de variação dos grupos, Transportes (0,32% para -0,01%), Habitação (0,09% para -0,18%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,28% para 0,15%) e Despesas Diversas (0,06% para 0,00%). Nestas classes de despesa, as maiores influências observadas partiram dos seguintes itens: gasolina (0,16% para -1,39%), tarifa de eletricidade residencial (0,34% para -0,91%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,34% para -0,30%) e alimentos para animais domésticos (0,00% para -1,20%).

Em contrapartida, os grupos Vestuário (-0,95% para 0,32%), Alimentação (0,10% para 0,22%) e Comunicação (0,01% para 0,06%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos itens: roupas (-1,15% para 0,41%), carnes bovinas (-4,01% para -0,36%) e tarifa de telefone residencial (0,00% para 0,50%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,34% no primeiro decêndio de março, taxa inferior a apurada no mês anterior, quando o índice foi de 0,37%. Os três componentes do INCC registraram as seguintes taxas da variação na passagem do primeiro decêndio de fevereiro para o primeiro decêndio de março: Materiais e Equipamentos (0,73% para 0,29%), Serviços (0,70% para 0,17%) e Mão de Obra (0,07% para 0,40%).

O estudo completo está disponível no site.

 

Resultados anteriores: