Recuo da confiança empresarial consolida tendência de desaceleração da atividade econômica

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pelo FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção
Economia
03 Fevereiro 2021
Recuo da confiança empresarial consolida tendência de desaceleração da atividade econômica

Índice de Confiança Empresarial (ICE) da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) recuou 2,2 pontos em janeiro, para 93,0 pontos. Em médias móveis trimestrais, o ICE mantém a tendência de queda iniciada no mês passado e recua 1,4 ponto no mês. 

“O recuo mais intenso da confiança empresarial em janeiro sinaliza a consolidação da tendência de desaceleração da atividade econômica esboçada no mês anterior. O índice que mede a situação atual dos negócios (ISA) caiu de forma consistente pela primeira vez desde abril passado e o índice de que mede as expectativas em relação aos meses seguintes (IE) recuou pelo quarto mês seguido. Até a Indústria, que vinha sustentando ótimos resultados, sinaliza alguma desaceleração para o restante do primeiro trimestre. No extremo oposto, o Setor de Serviços continua com dificuldades para reagir e volta a registrar o menor nível de confiança entre os quatro setores pesquisados pelo FGV IBRE”, avalia Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas do FGV IBRE. 

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pelo FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) cedeu pela segunda vez, agora em 2,7 pontos, para 95,1 pontos. O Índice de Expectativas (IE-E) recuou 0,6 ponto, na quarta queda consecutiva, para 93,7 pontos. 

Após avançarem no mês anterior, os indicadores que medem o otimismo em relação à evolução da Demanda nos três meses seguintes e da Tendência dos Negócios nos seis meses seguintes, iniciaram 2021 recuando 4,0 e 0,1 pts, respectivamente. O indicador de Emprego Previsto (três meses) também recuou em janeiro, em 1,7 ponto. 

A confiança de todos os setores que integram o ICE recuou em janeiro. A Indústria, que vinha de oito altas consecutivas, recuou 3,6 pontos no mês, com quedas semelhantes dos indicadores de situação atual e de expectativas. Após um repique positivo no mês anterior, a confiança do setor de Serviços e da Construção voltam a ceder, também com quedas nos dois horizontes de tempo da pesquisa. Apenas a confiança do Comércio, teve recuo motivado inteiramente pela piora da situação presente.

Difusão da Confiança

Em janeiro, a confiança empresarial avançou em 43% dos 49 segmentos integrantes do ICE, um recuo da disseminação frente aos 55% do mês passado. Após ter a maior proporção de segmentos em alta no mês anterior, a Indústria tem o pior resultado entre os setores em janeiro, com disseminação de alta da confiança inferior a 30%.

O estudo completo está disponível no site.

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